Conheça o Concorde, carro brasileiro comparado a Rolls-Royce que completa 50 anos com só 25 unidades no mundo

  • 21/04/2026
(Foto: Reprodução)
Conheça o Concorde, carro brasileiro comparado a Rolls-Royce que completa 50 anos Inspirado nos clássicos dos anos 1930, o automóvel Concorde será destaque do 11º Encontro Brasileiro de Autos Antigos (EBAA), realizado entre 4 e 7 de junho, em Águas de Lindóia (SP). O modelo, que já foi comparado ao Rolls-Royce e completa 50 anos em 2026, teve apenas 25 unidades fabricadas de forma artesanal e sob encomenda. Hoje, 16 exemplares permanecem no Brasil e seis estão nos Estados Unidos. Um deles já retornou ao país, enquanto outros três foram modificados nos anos 1990 para dar origem a um novo carro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Automóveis Concorde Renato Storani Nome de avião e inspiração em clássicos automotivos Criado em Jundiaí (SP) pelo colecionador João Storani e produzido posteriormente em Vinhedo (SP), o projeto começou em 1974 como uma realização pessoal, inspirada nas linhas de carros do início dos anos 1930, como Auburn, Cord e Duesenberg. O nome foi inspirado na Praça da Concórdia, em Paris. ✈️ Na mesma época, o avião Concorde foi lançado por um consórcio franco-britânico. O jato supersônico entrou para a história da aviação por reduzir drasticamente o tempo de viagens transatlânticas, chegando a voar a mais de duas vezes a velocidade do som. Com o apoio de amigos pioneiros no colecionismo, como o empresário Eduardo Matarazzo, Storani decidiu expor o Concorde em 1976, no 10º Salão do Automóvel. Segundo Renato Storani, neto de João e atual responsável pela marca, o fechamento das importações na época levou seu avô a enxergar uma oportunidade no mercado. Entenda: o fechamento das importações foi uma política adotada durante o regime militar e mantida até o início da década de 1990, sendo revertida apenas em 1992. Foi nesse contexto que surgiu o Concorde. Concorde exposto no Salão do Automóvel em 1981 Arquivo pessoal/Renato Storani "Como estava fechando a possibilidade de importações, ele poderia oferecer um produto diferente no mercado nacional e aí foi que ele levou para o Salão em 76. A princípio foi até meio despretensioso, mas quando chegou lá teve muita repercussão tanto no Brasil quanto fora", diz Renato. No Salão do Automóvel de 1978, Storani apresentou um modelo de cinco lugares. Naquele ano, a fábrica foi transferida de Jundiaí para Vinhedo por questões burocráticas, segundo Renato. Ele afirma que o alvará não foi concedido no local onde funcionavam as instalações dos automóveis. 'Nenhum Concorde vai ser igual' João Storani, idealizador do automóvel Concorde Arquivo pessoal/Renato Storani O modelo se destacava pela carroceria em fibra de vidro e por um chassi próprio reforçado em “X”, com entre-eixos, 40 centímetros mais longo que o do Ford Galaxie. A mecânica utilizava componentes da Ford, adquiridos com autorização oficial da montadora. Entre os principais itens estavam motor, câmbio automático, diferencial (componente do sistema de transmissão) e suspensão do Galaxie/Landau, enquanto a versão com câmbio manual utilizava a caixa de quatro marchas do Ford Maverick GT. O interior tinha acabamento em couro legítimo e painel em jacarandá. Renato diz que o Concorde pode ser visto como um dos pioneiros da ideia de carros retrôs, tendência que só ganharia força décadas depois, com releituras modernas de clássicos feitas por montadoras a partir dos anos 2000. "Cada carro tinha a sua característica própria, porque uma pessoa que estava encomendando o carro, acabava tendo uma flexibilidade de escolha dos acabamentos dele [...] nenhum Concorde vai ser exatamente igual ao outro", explica Renato. Em entrevista ao Correio Popular, em 1978, João Storani comparou o modelo de cinco lugares a um Rolls-Royce. Segundo o criador, o consumo de combustível do veículo era menor que o do Galaxie/Landau, e o peso chegava a cerca de 1,5 toneladas. "Enquanto a roda do Concorde dá uma volta, a do Galaxie chega a dar quase duas", explicou João. Ainda de acordo com o registro, a ficha técnica do Concorde inclui: Comprimento: 5,20 m Largura: 1,80 m Distância entre eixos: 3,50 m Altura livre do solo: 0,15 m Altura até a capota: 1,40 m O radiador tinha capacidade de 8,5 litros, e o tanque de gasolina comportava 73 litros. Devido ao alto custo, estimado em cerca de 30% a 40% acima do valor de um Ford Landau na época, a produção era feita sob encomenda. "Sabe-se que se o Concorde fosse ser vendido hoje [1978], dificilmente o seria por menos de 1 milhão de cruzeiros", cita a reportagem. Reportagem do Correio Popular, em 1978, sobre o automóvel Concorde Arquivo pessoal/Renato Storani Legado Storani deixou quatro filhos, cada um com um exemplar do carro, e oito netos. Os filhos João Antônio e César participaram da idealização do automóvel. Enquanto um projetava ao lado do pai, o outro atuava diretamente na engenharia do carro. Autodidata, como descreve o neto, Storani sempre teve ligação com a arte. Foi ele quem projetou o chassi do carro, fez a primeira roda, o cubo e os raios, além de montar e colocar o veículo em funcionamento. "Ele sempre foi uma pessoa muito boa de desenho, conseguia fazer coisas mesmo não sendo da área [...] Quando ele estava com tudo na mão, aí sim ele acabou terceirizando. Por exemplo, a roda na fábrica, ele passou o projeto para um argentino que veio para montar as rodas dos Concordes. A capota conversível, por exemplo, ele fez a primeira e quem veio para a fábrica, se não me engano, era um carioca, que veio para replicar as capotas e fazer em escala para a fábrica", conta. Encontro de carros antigos Entre 4 e 7 de junho, Águas de Lindóia (SP) recebe, o 11º Encontro Brasileiro de Autos Antigos (EBAA), evento voltado a fãs de carros clássicos e do automobilismo. O encontro será realizado na Praça Adhemar de Barros, no centro da cidade. Além da exposição, o encontro terá praça de alimentação, feira de peças e estandes especializados. O espaço vai oferecer itens para restauração, memorabilia, miniaturas colecionáveis e camisetas personalizadas. Segundo Júnior Abonante, organizador e idealizador do EBAA, o Concorde representa muito mais do que um veículo. "É um carro que traduz o talento, a criatividade e a ousadia da indústria artesanal nacional. Essa homenagem é uma forma de contar essa história para o público e manter viva essa memória tão importante para o nosso patrimônio cultural", diz. Veja as exposições do automóvel Concorde ao longo das décadas *Estagiária sob supervisão de Yasmin Castro. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Conheça o Concorde, carro brasileiro comparado a Rolls-Royce que completa 50 anos Veja mais notícias da região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/04/21/conheca-o-concorde-carro-brasileiro-comparado-a-rolls-royce-que-completa-50-anos-com-so-25-unidades-no-mundo.ghtml


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