UEA 25 anos: conheça como surgiu a universidade que impacta a vida de milhares de amazonenses

  • 28/01/2026
(Foto: Reprodução)
UEA 25 anos: conheça a universidade que impacta a vida de milhares de amazonenses Criada em 2001 para levar o ensino superior a regiões onde ele nunca havia chegado, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) completa 25 anos consolidada como uma das principais referências nacionais em interiorização universitária. O projeto, que nasceu em meio a desafios e limitações estruturais, hoje está presente em 17 municípios e transformou a vida de milhares de amazonenses. ➡️Uma série especial de reportagens do Jornal do Amazonas 2ª edição celebra os 25 anos da Universidade do Estado do Amazonas. O primeiro episódio da série foi exibido nesta quarta-feira (28). Assista acima. A história da UEA começou com páginas em branco, ideias ousadas e coragem para enfrentar as barreiras geográficas do maior estado do país. A proposta era clara: sair da capital e levar cursos de graduação e formação profissional para os municípios do interior, aproximando o ensino superior da população. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No início dos anos 2000, a universidade avançou para localidades distantes de Manaus e passou a estruturar um modelo educacional voltado à realidade amazônica. À frente da Pró-Reitoria de Interiorização por vários anos, o professor Valber Martins acompanhou de perto esse processo e os avanços alcançados ao longo da expansão da instituição. "Os cursos ofertados para o interior, eles procuram atender realmente as necessidades de cada região, de cada município. Nós envolvemos realmente as partes ditas interessadas, para que nós possamos compreender as reais necessidades de cada município. Vai a UEA e oferece o curso visando, exatamente, atenuar esse atraso, esse problema do município. Ofertamos cursos que possam promover a inclusão social, promover o desenvolvimento para o município", explicou. Ao romper barreiras geográficas, a UEA ajudou a mudar o destino de milhares de famílias. Um dos exemplos é o da professora Emilly Marinho, indígena do povo Kokama, que teve acesso ao ensino superior por meio da universidade e hoje atua na educação, contribuindo para a formação de novas gerações. "Eu costumo dizer que a UEA, pra mim, é uma segunda mãe porque eu consegui todo o meu processo formativo enquanto pessoa, professora, toda a minha identidade docente, ela se construiu dentro desse espaço de formação que é a Universidade do Estado do Amazonas. Eu entendi o meu papel como pesquisadora, como mulher indígena e de levar essa identidade do professor indígena, do professor docente, do professor do interior pra outros lugares" contou Emilly. A trajetória da instituição também foi registrada em livro. A obra escrita por Etelvina Garcia, lançada há cinco anos, retrata os primeiros 20 anos da universidade. Segundo a autora, a UEA é um projeto jovem, mas que chega aos 25 anos com a missão ainda mais consolidada, emocionando quem se debruça sobre essa história. A universidade começou com sete unidades, sendo cinco em Manaus e duas no interior do estado. Com o passar dos anos, cresceu em estrutura, número de cursos e alcance social. Atualmente, são 17 núcleos, incluindo centros em Parintins, Tefé, Itacoatiara, Lábrea e São Gabriel da Cachoeira, além de polos implantados conforme a demanda dos cursos em diferentes municípios. Fachada UEA ENS Daniel Brito/UEA A consolidação da UEA é resultado de uma construção coletiva, envolvendo gestores, professores, técnicos e alunos. Esse período é lembrado pela professora Marilene Corrêa, segunda reitora da instituição entre 2007 e 2012, que destacou os desafios iniciais e o fortalecimento do processo de interiorização como marcos da universidade. Durante sua gestão, Marilene deixou como legado projetos voltados à formação específica para atender às necessidades dos amazonenses do interior, alinhando o ensino superior às demandas sociais e regionais. "O primeiro curso de odontologia, mestrado e doutorado da região norte foi aqui, além de termos fortalecido a área de engenharia, a área de medicina tropical, que já existia, mas era um curso que precisava ser fortalecido pelo Instituto Universitário e foi. Então, nesse sentido eu acho que foi o que marcou. A pós-graduação, o Programa de Formação Científica e Tecnológica das Unidades de Conservação, a conclusão do ProFormat e a interiorização de um modo geral. Os novos campos de São Gabriel da Cachoeira e Lábrega, que não tinha no sul do estado, e a articular toda a estrutura científica da UEA e de formação para a área ambiental", lembrou. Dentro das salas de aula, a história da UEA continua sendo escrita diariamente. Professores que acompanharam gerações de estudantes ajudaram a transformar a universidade em referência. É o caso do professor Mário Bessa, que atua na instituição desde a fundação e destaca o crescimento da UEA e o impacto direto na formação profissional dos alunos. "Uma das coisas fortes da UEA é levar nível superior de qualidade para esses municípios que nós estamos tão distantes. E, às vezes, a gente leva um curso para lá que só vai existir uma única turma, porque se nós repetirmos o próprio curso, satura o mercado de trabalho que nem existe. Eu continuo aqui na ativa, eu continuo dando minhas aulas e espero ainda contribuir mais um pouquinho, algum tempinho aqui na UEA", afirmou o professor. Ao completar 25 anos, a universidade se consolida como um caminho de oportunidades, desenvolvimento e futuro para o Amazonas. As bodas de prata celebram uma história escrita por muitas mãos — e que continua sendo construída todos os dias.

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/01/28/uea-25-anos-conheca-como-surgiu-a-universidade-que-impacta-a-vida-de-milhares-de-amazonenses.ghtml


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